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SPAM é o termo usado para se referir aos e-mails não solicitados, que geralmente são enviados para um grande número de pessoas. Quando o conteúdo é
exclusivamente comercial, este tipo de mensagem também é referenciada como UCE (do inglês Unsolicited Commercial Email).
1. Quais são os problemas que o SPAM pode causar para um usuário da Internet?
Os usuários do serviço de correio eletrônico podem ser afetados de diversas formas, como:
Não recebimento de e-mails - Boa parte dos provedores de Internet limita o tamanho da caixa postal do
usuário no seu servidor. Caso o número de Spams recebidos seja muito grande o usuário corre o risco de ter sua caixa postal lotada com mensagens não solicitadas.
Se isto ocorrer, todas as mensagens enviadas a partir deste momento serão devolvidas ao remetente e o usuário não conseguirá mais receber e-mails até que possa
liberar espaço em sua caixa postal.
Gasto desnecessário de tempo - Para cada SPAM recebido, o usuário necessita gastar um determinado
tempo para ler, identificar o e-mail como SPAM e removê-lo da caixa postal.
Aumento de custos - Independentemente do tipo de acesso à Internet utilizado, quem paga a conta
pelo envio do SPAM é quem o recebe. Por exemplo, para um usuário que utiliza acesso discado à Internet, cada SPAM representa alguns segundos a mais de ligação
que ele estará pagando.
Perda de produtividade - Para quem utiliza o e-mail como uma ferramenta de trabalho, o recebimento de
Spams aumenta o tempo dedicado à tarefa de leitura de e-mails, além de existir a chance de mensagens importantes não serem lidas, serem lidas com atraso ou
apagadas por engano.
Conteúdo impróprio - Como a maior parte dos SPAMs são enviados para conjuntos aleatórios de
endereços de e-mail, não há como prever se uma mensagem com conteúdo impróprio será recebida. Os casos mais comuns são de SPAMs com conteúdo
pornográfico ou de pedofilia enviados para crianças.
2. Quais são os problemas que o SPAM pode causar para os provedores de acesso, backbones e empresas?
Para as empresas e provedores os problemas são inúmeros e, muitas vezes, o custo adicional causado pelo SPAM é transferido para a conta a ser paga pelos
usuários. Abaixo alguns problemas sentidos pelos provedores e empresas:
Impacto na banda - Para as empresas e provedores o volume de tráfego gerado por causa de SPAMs os obriga a aumentar
a capacidade de seus links de conexão com a Internet. Como o custo dos links é alto, isto diminui os lucros do provedor e muitas vezes pode refletir no aumento
dos custos para o usuário.
Má utilização dos servidores - Os servidores de e-mail dedicam boa parte do seu tempo de processamento para tratar das
mensagens não solicitadas. Além disso, o espaço em disco ocupado por mensagens não solicitadas enviadas para um grande número de usuários é considerável.
Perda de clientes - Os provedores muitas vezes perdem clientes que se sentem afetados pelos SPAMs que recebem ou
pelo fato de terem seus e-mails filtrados por causa de outros clientes que estão enviando SPAM.
Investimento em pessoal e equipamentos - Para lidar com todos os problemas gerados pelo SPAM os provedores necessitam
contratar mais técnicos especializados e acrescentar sistemas de filtragem de SPAM, que implicam na compra de novos equipamentos. Como conseqüência os
custos do provedor aumentam.
3. Como fazer para filtrar os e-mails de modo a barrar o recebimento de SPAMs?
Existem basicamente dois tipos de software que podem ser utilizados para barrar SPAMs:
- aqueles que são colocados nos servidores, e que filtram os e-mails antes que cheguem até o usuário;
- aqueles que são instalados nos computadores dos usuários, que filtram os e-mails com base em regras
individuais de cada usuário.
Podem ser encontradas referências para diversas ferramentas de filtragem de e-mails nas páginas abaixo:
- Spam Filters - http://www.paulgraham.com/filters.html;
- Free Spam Filters - http://wecanstopspam.org/jsp/Wiki?FreeSpamFilters;
- Open Source Spam - http://wecanstopspam.org/jsp/Wiki?OpenSourceSpamFilters;
- Commercial Spam Filters - http://wecanstopspam.org/jsp/Wiki?CommercialSpamFilters;
Também é interessante consultar seu provedor de acesso, ou o administrador de sua rede, para verificar se existe algum filtro de e-mail instalado nos servidores que você utiliza.
4. A quem reclamar quando receber um SPAM?
Deve-se reclamar de SPAMs para os responsáveis pela rede de onde partiu a mensagem. Se esta rede possuir uma política de uso aceitável, a pessoa que enviou o SPAM
pode receber as penalidades que nela estão previstas. Muitas vezes, porém, é difícil conhecer a real origem do SPAM. Os spammers costumam enviar suas mensagens
através de máquinas mal configuradas, que permitem que terceiros as utilizem para enviar os e-mails. Se isto ocorrer, mande uma reclamação para a rede de origem do SPAM,
servirá para alertar os seus responsáveis dos problemas com suas máquinas. Além de enviar uma reclamação para os responsáveis pela rede de onde saiu a mensagem,
procure manter o e-mail na cópia de reclamações de SPAM e enviar esta cópia para mail-abuse@nic.br. Deste modo o NBSO pode manter dados
estatísticos sobre a incidência e origem de SPAMs no Brasil e, também, identificar máquinas mal configuradas que estejam sendo abusadas por spammers. Vale comentar
que recomenda-se não responder a um SPAM ou enviar um e-mail solicitando a remoção da lista. Geralmente, este é um dos métodos que os spammers utilizam para
confirmar que um endereço de e-mail é válido e realmente alguém o utiliza.
5. Que informações incluir numa reclamação de SPAM?
Para que os responsáveis por uma rede possam identificar a origem de um SPAM é necessário que seja enviada a mensagem recebida acompanhada do seu cabeçalho
completo (header). É no cabeçalho de uma mensagem que estão as informações sobre o endereço IP de origem da mensagem, por quais servidores de e-mail a mensagem
passou, entre outras. Informações sobre como obter os cabeçalhos de mensagens podem ser encontradas em http://www.antispam.org.br/header.html. |